quinta-feira, agosto 01, 2013

de de Por:
Existe muito aquilo de "Cospe pra cima que cai na testa", né?
Aqui acontece sempre, não tem jeito.

Antes do Pietro eu falava: Se precisar apanhar, vai apanhar.
Hoje eu falo: Como vou ensinar pra não bater, batendo?

Não faz sentido, não mesmo. Mas na hora do vamos ver é muito difícil, dá vontade e a mão coça. Fui criada assim, que bater resolvia, e se merecesse apanhava, e falava:

- Meu irmão e eu fomos muito bem educados, não demos trabalho à nossa mãe, e muita mãe que diz que não bate no filho por nada vive dando dor de cabeça pra ela.

Acontece que isso era apenas uma "coincidência" -acho que escreve assim- já que a diferença não estava no BATER ou NÃO BATER, mas no limite imposto antes disso. Tem de haver limite, não pode dar tudo que a criança quer, sem necessidade, só pra satisfazer a vontade dela, deixar de pagar conta pra dar presente que NÃO merece, que NÃO precisa. A criança precisa saber quando errou, porque errou e o que acontece quando se faz o que não pode, tem que haver consequencia. Mas definitvamente não é BATENDO que impomos esse limite e não é assim que a criança aprende.

Ser mãe me fez querer dar o meu melhor ao meu filho, e desde então busco MUITA informação para saber como agir em cada situação, e, sinceramente não sei como seria se não tivesse ido atras dessas informações, pois foi tudo muito crucial na minha forma de maternar.
Mesmo antes de ter o Pietro eu sabia que não queria criar meu filho da forma que fui criada (não estou julgando minha mãe por isso, mas cada um tem sua forma de pensar e agir), não posso negar que minha mãe acertou em muitas coisas mas, também errou em muitas outras, e é pra isso que serve o erro né? Pra gente aprender com ele e tentar fazer diferente. E conforme fui crescendo, fui percebendo os erros e como sempre tive muita vontade de ser mãe eu sabia como queria agir com meu filho, onde eu faria diferente e onde eu faria igual. Mas não sabia que existia outras formas de maternar, outro jeito de agir, ali, sempre dentro de casa eu achava que era só daquele jeito que as pessoas agiam, achava que todas as mães eram como a minha. Estranho né?
Minha visão mudou depois que concheci o mundo lá fora, quando comecei a trabalhar e conheci outras mães, via o jeito que elas tratavam os filhos, o jeito de falar deles, e percebi que não era só eu que queria fazer diferente, muita gente já FAZIA diferente, pensava como eu.
Isso fez florescer ainda mais esse extinto maternal que eu sei que sempre tive, desde criança.

Aí, engravidei ... nova, com 18 anos, e 5 meses de casada. Pensei: Opa! agora é hora de botar em prática!
Mas por onde começar, sabia como não queria que fosse, mas não sabia como ser do jeito que queria (que confusão!) . Aí comecei minhas pesquisar, a internet me ajudou muito, e me ajuda até hoje como pôr em prática tudo aquilo que estava ali, guardado dentro de mim. E foi nisso que muitos conceitos meu mudaram, ainda mais do que eu já tinha em mente que queria diferente, e fui colocando em prática. (ou pelo menos tentando)
Foi numa dessas que conheci a Disciplina Positiva. Onde eu descobri um outro jeito de olhar a criança, um outro modo de trata-las, trata-las como indivíduo e não como um pertence nosso, onde eu mando e ela obedece. E isso me encantou e me fez perceber muitos erros meu que queria mudar.
Dá sim pra educar uma criança sem precisar bater, gritar, ofender, ela. Isso é agressão, física e moral. Se não podemos tratar assim um adulto porque então tratamos assim as crianças? Elas são mais sensíveis ainda que nós, elas se magoam também, elas ficam tristes de VERDADE, não é manha, não é birra. é TRISTEZA, REVOLTA. Eu não quero que meu filho sinta isso, não por mim. Você quer? Acredito que não também.
Devemos tratar nossos pequenos com RESPEITO, o respeito que eles merecem, eles não sabem nada, não nasceram sabendo nada, cabe a nós ensinar o que é certo e o que é errado, e como agir diante das decepções da vida, que com certeza virão.
Conversar com a criança, ouvir o que ela tem a dizer, ouvir como ela se sente em relação a tal coisa, explicar o porquê de não ser como ela quer, e chegar JUNTOS a uma conclusão. e não simplesmente falar é assim e ponto, porque eu sou sua mãe, eu mando e você obedece! Cadê o respeito, cadê o direito da criança dizer o que pensa sobre isso? Tiramos o poder de agurmentação da criança e ela precisa disso pra vida toda, pra não virar robô dos outros.

Descobri que a conversa é a base de tudo, sente e converse com seu filho, fale firme, mas sem gritar, explique o que acontece de errado, porque não pode fazer isso, olhe em seus olhos, o trate com respeito, o faça entender que aquilo é para seu bem, e que não quer magoa-lo, mas ensinar o que pode e não pode ser feito e acima de tudo que é para seu BEM. tudo que fazemos é para o bem deles, para que se sintam seguros, felizes. Nada fazemos com más intenções, ou para deixa-los tristes propositalmente, por diversas vezes isso acontece, mas não porque queremos, com certeza não. E isso deve ser exposto à eles, eles tem o direito de saber.

A conclusão desse post (enorme) é que bater não adianta, apanhar não ensina nada, só magoa a criança e mostra que você perdeu o controle da situação. Não resolve NADA.

Vale a reflexão, mamães!

Muito amor, carinho e beijos pra vocês, e até a próxima


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