sexta-feira, agosto 02, 2013

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Boom dia amores.

Ontem começou a semana mundial da amamentação, e hoje, quero atualizar pra vocês o meu relato sobre amamentação.
Como dito no post de ontem, o eterno "cospe pra cima que cai na testa" aparece novamente em minha vida. Antes de ser mãe e me interessar por esse assunto, e pesquisar, estudar, me informar eu achava feio mulher mostrando os peitos na rua, quando a criança já sabia andar então...

- CREDO!  A criança já anda e ainda mama no peito?! 

Outro reflexo da minha vivência até então, já que nunca tinha visto ninguém amamentando, ninguém da família, nem minha mãe, nenhuma vizinha, nenhuma amiga, ninguém mesmo.
 (Cadê o incentivo?)
Então quando via isso na rua, com uma estranha achava a coisa mais ridícula do mundo. Até que, minha cunhada engravidou, eu praticamente vivi a gravidez dela junto com ela, estava lá todos os fins de semana, vi a barriga crescer, ouvi ela reclamar das dores nas costelas, do crescimento a cada consulta no GO, a cada mal - estar, sempre estava lá, então ouvi sobre seu desejo em amamentar minha sobrinha, um sentimento de querer suprir as necessidades da filha com aquilo que é um alimento dado por Deus, um alimento perfeito que você produz, é fruto do seu amor. E aquilo me deixou "encucada" nunca tinha ouvido um relato assim, achei bonito, me interessei. 
 Logo que minha sobrinha nasceu eu me descobri grávida, então todos os assuntos passaram a fazer parte do meu cotidiano, mais ainda. Junto com eles a amamentação, li muitos textos, muitos relatos, bons e ruins, tinha uma coisa na minha cabeça, daria o peito ao meu filho apenas até o seu primeiro ano de vida, porque depois disso era feio, e não queria criança grande pendurada nos meus peitos. 
Pra mim, a importância do leite materno era crucial apenas até o primeiro ano, depois disso era frescura, preguiça, sei lá o que... 
Pensamento do qual me envergonho de ter pensado um dia, mas que me fez ir a fundo cada dia mais e chegar e conclusão que tenho hoje. Esse pensamento só mudou quando o Pietro nasceu, e no meio daquele monte de grupo no facebook que participava  ouvia os relatos das mamães que queriam muito amamentar seus bebês mas não conseguiam por diversos motivos, rachaduras nos seios, o bebê não sugava, falta de leite e etc... Via a luta delas e aquilo me fez pensar, porque eu nunca tive problema nenhum para amamentar o Pietro, meu peito não rachou, ele sempre pegou muito bem meus seios, os dois, e graças a Deus, sempre fui uma vaca leiteira, meu leite vaza até hoje. Me sentia péssima porque pra mim tinha tudo pra ser promissor e as mães no meio de tanto sofrimento e lutando pra conseguir, me senti mal, de verdade. E fui atrás...
Conheci pessoas que me ensinaram muito, li textos baseados em evidências científicas e me informei muito sobre o assunto, percebi o quanto aquele leitinho era bom, ele supria tudo, tudo mesmo.

Funciona como alimento e água ao mesmo tempo nos primeiros seis meses de vida do bebê, não é incrível? 
Aumenta a imunidade do bebê, protegendo ele de tantos vírus e bactérias perigosas para um recém nascido que não tem sistema imunológico formado ainda.
Acaba com o choro, insegurança, medo, e as vezes, até dor. (Experiência própria)

Caramba, eu tinha leite, meu filho mamava bem, não sofri nada para alimenta-lo então, porque restringir ele desse "manjar dos deuses" após seu primeiro ano de vida?
Egoísmo, puro egoísmo.
Pensava em mim, na estética dos meus seios, nas minhas noites mal dormidas (a pior parte, até hoje),  no que os outros pensariam ou falariam de mim, ter de me "expor" na rua tirando as tetas pra fora e etc... Em momento algum eu pensei no meu filho, em como eu estava protegendo ele com meu leite, e como ele amava (ama) mamar.
Coloquei o preconceito no lixo e me joguei na amamentação em livre demanda!

Nunca parei de ler sobre esse assunto, todos os dias descubro coisas novas, benefícios novos e me sinto privilegiada em poder ainda dar o meu leitinho e suprir meu filho quando ele está doente e não quer comer, ou quando tem medo de alguém ou algum lugar estranho poder acalentar, e ainda ter tanto leite. Fico muito feliz, me sinto vitoriosa, me sinto uma mamífera, e não tenho vergonha de dizer!

Claro que houveram momentos difíceis, pensei em parar, tentei parar, o cansaço e a exaustão tomaram conta de mim, mas não desisti. Penso que é o melhor que estou fazendo por ELE, e por ele eu faço tudo, não meço esforços, e enquanto eu puder, enquanto ele quiser teremos esse vínculo fortificado a cada dia. Valerá a pena cada noite mal dormida, cada grama de pele sobrando. Já vale a pena, enquanto eu amamento, ele me agradece com o olhar, ele comemora sempre que vê o peitinho ali, pra ele, ele ama ser amamentado e é isso que importa. Enquanto ele estiver feliz, eu estarei ali, feito uma Índia, com as tetas pra fora dando amor para o meu filho. Podem falar o que quiser, tenho plena convicção que o que faço é bom, é o melhor. 

Eu posso, então eu vou até o fim. Quando é o fim? Só o Pietro é quem sabe. Ele decide. E eu estarei aqui, SEMPRE.


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1 Comentários

Um comentário:

  1. Olá, adorei o seu blog, ao ler alguns posts, vi que você é uma pessoa esforçada que só quer falar e ser ouvida na blogosfera, assim como eu. Posso dizer que gostei muito do que li, vc tem um potencial enorme e sei que será um grande blog de fácil entendimento e conteúdo gostoso de ler. Sou Luciana Shirley do blog http://coisasecoisasdalu.blogspot.com.br/ se desejar me visite e siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.

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